Terça-feira, Agosto 21, 2007
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Sábado, Outubro 08, 2005
Post Número 62 = Um tempo pra mim
Bom, vou mergulhar em outros mares, mas prometo que um dia volto para essa praia. Nada demais. De verdade.
Colecionarei novas histórias para o deleite de vocês.
Fecham-se as cortinas e uma luz fraca toma conta do recinto
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Segunda-feira, Agosto 22, 2005
Post Número 61 = O ataque dos insetos venusianos mutantes
Uma verdadeira infestação de pernilongos está transformando nossas noites em insuportáveis pesadelos. Como se não bastasse termos de dormir cobertos por colchas e até mesmo edredons, ainda temos que conviver com o detestável cheiro de repelente e a fumaça do
DurmaBem. O que agora é desagradável, já me trouxe muitas risadas num passado remoto.
Lá pelos meus treze anos, e isso faz tempo, eu costumava dormir na casa da
Tia Marília, então solteira, nos fins de semana que eu passava em Campo Grande. Como a região era muito arborizada, os insetos faziam a festa com o cair da noite. Então começávamos nosso ritual de extermínio, munidos de
sprays, vassouras, travesseiros e o que mais pudesse acabar com aqueles malditos e desagradáveis pernilongos.
Era uma verdadeira guerra, onde só os mais fortes poderiam sobreviver. De um lado, estávamos nós: os humanos acuados. Por todos os outros lados estavam eles: os malditos monstros alados, sugadores de sangue, metidos a mini-vampiros. A batalha era travada dentro do quarto, com o ar-condicionado ligado na potência máxima, pois dessa forma pensávamos estar colocando-os em considerável desvantagem.
João Victor, ainda muito pequeno para entender tudo aquilo, se divertia com nosso espetáculo acrobático. Eis que, pego em um momento de distração, eu aspiro alguns dos pernilongos pela boca. Dois deles, lembro ter engolido no susto. Comecei a tossir, quase como se tivesse sido abatido no meio da guerra.
Acudido por minha tia, consegui me livrar do acesso de tosse, só para descobrir que um dos malditos sanguessugas havia ficado preso no arame de meu aparelho dentário. O danadinho, para não chamar de demoniozinho, não só permanecia vivo, como tentava desesperadamente se libertar daquela armadilha.
Corri para o banheiro e fiz questão de dar cabo de sua vida, jogando seu corpo inerte no escoador da pia. Depois de nos recompormos, voltamos para o campo de batalha e mostramos nosso poder de fogo. Exterminamos todos os malditos, e pudemos dormir tranquilamente. Até a noite seguinte, quando todo o processo seria repetido, contra uma nova horda de invasores.
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Sexta-feira, Agosto 19, 2005
Post Número 60 = Pique-Esconde
Brincar de pique-esconde era a desculpa para a garotada da minha época tirar uns sarros das meninas. Não era sempre que conseguíamos convencer alguém a se juntar ao bando, mas depois que a bagunça começava a se formar, o número de cabeças ia aumentando gradativamente. Certa vez, chegamos ao cúmulo de ter 50 pervertidos numa partida. É claro que a proporção entre garotos e garotas era esmagadora, mas o que importava é que uma delas não podia faltar.
Justamente a mais porca, era a mais vagabunda de todas. Seu nome será preservado para evitar constrangimentos. Afinal de contas, o orkut pode ser bastante inconveniente nesses casos. Essa menina, a quem vou carinhosamente chamar de Maria-Mijona, foi a desvirginadora de quase todos os marmanjos da região.
Todas as trepadas, e foram muitas mesmo, ocorriam durante esses nossos piques. Por conta das enormes amendoeiras que temos na região, a luz dos postes eram insuficiente para seus propósitos e sua falta era ótima para os nossos. Ao fim da rua, uma casa abandonada, cujo portão de ferro estava despencando, servia de base para nossas investidas. Cenário mais do que perfeito para nos embrenharmos no escuro sem sermos descobertos.
Hoje, a Maria-Mijona ainda mora aqui. Recentemente, descobri que se assumiu lésbica e continua fedendo tanto quanto nos tempos de nossas saliências na escuridão. Ela está gorda, feia e meio perturbada, mas ainda faz aquela cara de safada, quando dá de cara com um de nós, maquiavélicos aproveitadores.
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Sexta-feira, Agosto 12, 2005
Post Número 59 = Mentirinhas
Eu tinha um amigo chamado Ítalo, que morava no prédio em frente à minha casa. Todo fim de tarde, juntávamos nossa turminha e inventávamos algum jogo, brincadeira ou qualquer outra coisa que crianças costumam fazer para se divertir. Normalmente, terminávamos a noite contando causos de terror, com performances dignas de novela mexicana.
Éramos tão inocentes, em relação aos meninos de hoje em dia, que dificilmente nos misturávamos com as meninas. Esse tipo de contato só viria a acontecer alguns anos mais tarde, com o estouro da febre de pique-esconde com segundas intenções. Antes disso, nossa perversão vinha me forma de pequenas mentirinhas aterrorizantes.
Muitas dessas historinhas eram inventadas por nós, no intento de amedrontar os menores, que insistiam em se meter no meio dos marmanjos. Quase sempre conseguíamos perturbar o sono de alguns deles, tanto que nossas mães eram frequentemente forçadas a nos prender em casa para prevenir outros ataques psicológicos. Bons tempos aqueles, em que podíamos nos permitir inventar mentiras para nos divertirmos.
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Quinta-feira, Agosto 04, 2005
Post Número 58 = Assuntos Caninos
Claire, minha cadela, anda toda metida a besta. Desde que criou seu próprio perfil no Orkut, ela nunca mais foi a mesma. Agora, passa o dia inteiro sentada de frente para o computador, caçando algum vira-latas nas comunidades caninas mais badaladas.
A bichorra fez tanto sucesso que virou comentário geral em todas as rodas de conversa, desde a paróquia até as festa de família. Todo mundo paparicando a mocinha, que só quer chamar a atenção para ganhar um cafuné.
O problema é que ela já está me pedindo para usar msn, soulseek e até skype. Quer falar com a prima Donatella, que foi morar na Áustria. Definitivamente, tornou-se uma estrela virtual. E como já anda e fala, só me falta ela aparecer de óculos e presilhas nos cabelos.
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Sexta-feira, Julho 29, 2005
Post Número 57 = I ♥ RJ
Assim como o povo de New York, depois dos ataques terroristas em 11 de setembro, os cariocas não deixam de amar a cidade maravilhosa. Por mais que as coisas não sejam perfeitas, nem seguras, não há como negar que aqui é o meu lugar. Tendo nascido e crescido no Rio de Janeiro, sou como aquelas mães lenientes, que não conseguem falar mal de seus filhos mal-criados.
Reconheço que existem problemas, muitos aliás, mas ainda assim não consigo me ver longe daqui. Talvez, por conta de alguma oportunidade profissional, eu até venha a trocar de casa. Mas o nosso lar é aquele onde nosso coração está, por mais batido que esse clichê possa parecer.
Entre um tiroteio e outra bala-perdida, eu penso em tudo de bom que já vivi por aqui, e no quanto ainda há para ser visto e experimentado. Não vou desistir desse lugar por causa de problemas tão comuns a qualquer outra grande metrópole. São Paulo pode ter o melhor mercado de trabalho, Porto Alegre pode ter as pessoas mais bonitas, Fortaleza pode ser um paraíso terrestre... mas é aqui que eu me encaixo.
Mais uma vez, se tiver que sair daqui, espero que seja por algo que me dê tantas alegrias quanto as que tenho ao ver a baia de Guanabara à noite, com as luzes de Niterói piscando ao longe, o Pão de Açúcar iluminado e o Cristo Redentor de braços abertos lá no alto.
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Segunda-feira, Julho 25, 2005
Post Número 56 = Retificando
Favor desconsiderar o post anterior. As coisas não sairam exatamente conforme o combinado e já estou em casa, sem nada para fazer.
Melhor assim, né? Ou eu tenho BABACA tatuado na testa?
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Sábado, Julho 23, 2005
Post Número 55 = Então é assim
Na última terça feira eu fiz uma entrevista com a designer XXXXXXXXXXXX. Ela pediu para que eu aguardasse um retorno até a próxima semana. Mas ela acabou me ligando na quinta, pedindo para que eu comece a trabalhar na próxima segunda-feira.
Agora é ver no que isso vai dar!
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Domingo, Julho 17, 2005
Post Número 54 = O bonequinho aplaude de pé
Guerra dos Mundos = Nota 9,0
Batman Begins = Nota 10
Quarteto Fantástico = Nota 10
Sin City = Nota 10
Super Xuxa contra o baixo-astral = Nota 2,0
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Quinta-feira, Julho 14, 2005
Post Número 53 = Joola, eu te amo!!!!!
Hoje é aniversário da
Jula, minha grande amiga que é tão escrota quanto eu. Na primeira vez que nos vimos, fizemos cara de nojo, trocamos alguns desaforos e ficou por aí. Mas então ela veio trabalhar comigo na videolocadora, e tudo mudou. Nós formamos uma dupla-dinâmica capaz de aterrorizar qualquer imbecil que cruzasse nosso caminho, e fomos muito bestiais quando nos deixaram. Nós adoramos rir da desgraça alheia, principalmente se envolver a
Chirli e seus
monster-ranchers. Afinal de contas, não é todo dia que você pode ver uma criança beber Pinho-Sol e rolar de rir enquanto ela tem convulsões na sua frente.
A você,
Jula, todo meu carinho e amor! Vá se foder, e antes que eu me esqueça, vá tomar no seu cu!
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Sexta-feira, Julho 01, 2005
Post Número 52 = Eu deveria acreditar nisso?
Nome: RAFAEL PASCOAL DOS REIS
Idade: 27 anos, 10 meses e 8 dias.
Signo: Virgem
Planeta regente :Mercurio
Elemento :Ar
Número de Ambição : 8
Número de Personalidade : 11
Número de Expressão: 1
Número de Destino: 11
Segundo seu dia de nascimento.....
Dotado de surpreendente energia, você precisa estar sempre em atividade, em constante movimento. O numero 24 lhe da condições de assumir responsabilidades, principalmente na família ou na comunidade, dois mundos em que você colocou seu verdadeiro interesse. Você tem os defeitos correspondentes a suas virtudes, pois é uma pessoa que pode ficar ansiosa e preocupada com a possibilidade de não realizar o que lhe parece certo. Chegar aos seus objetivos lhe custará, sem dúvida, um trabalho árduo, mas você os atingirá possivelmente no campo educacional.
A sua ambição é
Ter amor e afeição, apesar de sua vibração terrena e material. Organizar e controlar.
Você é...
Idealista, visionária, mente progressiva, inventiva e intuitiva. Uma pesquisadora.
Segundo seu número de Expressão....
Se atira pela vida afora atrás do que deseja e se concentra para fazer, sempre bem feitas, as coisas que empreende.
Segundo seu número de Destino ...
Seja alguém intuitivo. Você deve aprender a confiar na sua intuição, orientando sua inteligência original e inventiva para terrenos práticos, extraindo benefícios de suas ideias. Você, certamente, não terá uma vida obscura, mas encontrará durante sua vida várias formas de oposição. Correntes místicas, com seus adeptos, cruzarão o seu caminho em algumas fases de sua carreira e, quando isto acontecer, você deverá deixar que a sua intuição te oriente. Isto acontecerá porque sua personalidade será sempre atraída pelas coisas incomuns, apesar das consequências. Portanto cuidado. Será alguém bem sucedido se adotar uma atitude filosófica diante da vida, deixando-se guiar sempre pela própria luz interior. Vencerá as adversidades, se permitir que as poderosas vibrações de seu destino te transformem de uma pessoa sonhadora e excêntrica, sem senso prático, em outra lutadora, dotada de espirito crítico e de poder de comando.
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Quinta-feira, Junho 30, 2005
Post Número 51 = Boom!
Tudo bem, eu sei que estamos no mês de junho, e que é normal as crianças brincarem com bombinhas e coisas do gênero. Mas alguém precisa dar uma verificada no que é que estão vendendo para os pivetes, porque as explosões aqui na minha rua mais lembram uma guerra. É barulho de granada, míssil, escopeta... acho que estou no meio de uma batalha, e nem mesmo me alistei...
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Terça-feira, Junho 28, 2005
Post Número 50 = Cortinas vermelhas
Finalmente, com vinte e sete anos na cara, eu consegui assistir uma peça de teatro. Pois é, o rapaz aqui nunca teve a oportunidade de ver as cortinas vermelhas se abrindo, mesmo sendo tão apaixonado pela ficção. A peça em cartaz era
As artimanhas de Scapino, adaptação de um texto de
Moliére. Não sei de foi o encantamento de principiante, ou se a peça era realmente excelente, mas a noite acabou ficando registrada como sendo uma das melhores da minha vida.
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Quinta-feira, Junho 23, 2005
Post Número 49 = Como se a vida fosse um condomínio fictício
Tem horas que eu não acho o seriado
Melrose Place tão inverossímil quanto dizem... Tudo bem que, na vida real, ninguém atira vasos de cristal nas paredes todo santo dia, mas observando por outros aspectos, existem várias nuances muito familiares. Pode não ser tão descarado, mas são as mesmas intrigas, as mesmas traições e as mesmas mentiras que permeiam nosso cotidiano urbano. Muita gente há de concordar comigo: em qualquer lugar, sempre existe fofoca. E onde há fofoca, tem intriga. E onde há intriga, tem confusão. E onde há confusão, ninguém sai ileso. É um lamaçal de imundícies que faz a gente ficar com nojo de fazer parte de um
elenco tão competente. Dos mais altos escalões políticos aos mais humildes salões de cabeleireiros, assim como
Mastercard!
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Terça-feira, Junho 21, 2005
Post Número 48 = Tá foda, garotinha!
Arrumar um emprego aqui nesta merdinha de cidade está ficando cada vez mais insuportável. Se você não tem mais de cinco anos de experiência, eles te consideram um bosta e nem sequer aceitam marcar uma entrevista. Em contrapartida, alguns lugares acham que se você já completou uma faculdade, está hiper-qualificado para o cargo que está disponibilizado.
Não me surpreende que tanta gente esteja tentando ganhar a vida com atividades ilícitas, ou alternativas. Esses profissionais liberais estão tirando mais dinheiro na marginalidade do que aqueles que trabalham conforme as regras institucionalizadas. Não é difícil ver um motorista de Kombi cheio de anéis de ouro e maços de dinheiro no bolso.
Ter um diploma universitário já não é mais sinal de status, o que vale é a sua carteira de contatos. Se você conhece o primo do cunhado da amante do prefeito, você consegue um emprego supimpa em alguma repartição fantasma, e ainda ganha um salário invejável.
Estou começando a reconsiderar a idéia, que eu tive na adolescência, de abrir um prostíbulo. Só vou ter que me dar ao trabalho de arrumar um muquifo, dar uma ambientação bacanuda e colocar um anúncio de emprego para putinhas sapecas. Mão-de-obra especializada é o que não vai me faltar!
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Quinta-feira, Junho 16, 2005
Post Número 47 = Deeper and deeper
E eu estou tendo sérios problemas para lidar com a abstinência de academia. Meu sono está completamente desregulado, meu apetite desordenado e meu peso já ultrapassa os setenta e cinco quilos. Para quem pesava normalmente uns sessenta e seis, isso é um pouco exagerado.
Nem é falta de vontade de voltar a malhar, muito pelo contrário. Estou doido para me inscrever na academia para onde foram meus colegas de malhação, mas me falta o principal. O dinheiro. O capital. O que faz os olhos brilharem.
Enquanto isso não chega, fico por aqui, me consolando com biscoitos gordurosos e litros de refrigerantes. Dormir até um, duas horas da tarde já se tornou hábito, e fundo do poço já não é algo tão inatingível assim... Alguém me joga uma corda?
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Segunda-feira, Junho 13, 2005
Post Número 46 = Dos problemas animais
Minha cã está com gravidez psicológica, mais uma vez. Todo semestre é a mesma coisa, ela entra no cio e logo depois fica toda perturbada. Anda de um lado para o outro com seus bichinhos de pelúcia na boca, fazendo ninhos pelos cantos da casa. Seus olhinhos brilhantes passam um certo ar de tristeza, porque no fundo, ela está sentindo dor, ou desconforto.
É preciso ter muita paciência para lidar com esse comportamento dela, pois a bichinha fica sensível aos nossos tons de fala e humor. Se dermos a impressão de que ela está incomodando, é capaz de entrar em depressão. Só com esses dados já dá para saber que estou falando de um poodle, né? Justamente o tipo mais frágil que poderia ter sido inventado.
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Sábado, Junho 11, 2005
Post Número 45 = Não esqueceram de mim
Minha mãe e meu pai viajaram com os amigos da igreja. É a primeira vez que eles saem sozinhos, deixando os rebentos em casa. Isso mesmo. As ¿crianças¿ nunca ficaram sozinhas em casa por todo um fim de semana. E eu estou adorando a bagunça.
Eles são o tipo de pais super-protetores, que abrem a porta do nosso quarto no meio da madrugada para se certificar que nenhum coiote tenha nos comido. E se tiver algum pernilongo perturbando, eles se prontificam a nos acordar nas frustradas tentativas de matar os insetos.
E então, antes de viajar, minha mãe deixou comida pronta para um batalhão. Sendo que, lá em casa, somos só eu e meu irmão. Isso sem contar a minha
cã, que só come sua ração e alguns pedacinhos de carne sem tempero.
Já posso até ver eles retornando para casa antes da hora, preocupados com a possibilidade dos filhos desenvolverem anemia de um dia para o outro. Por mim, eles poderiam sair de viajem toda semana, pois eu faria miséria com uns pacotes de miojo e algumas paneladas de pipoca.
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